Como definir meus SKUs?

SKU é uma sigla para stock keeping unit, ou unidade de manutenção de estoque em português. Ele é um código interno usado na área de logística para identificar cada item disponível em um estoque.

Em um e-commerce, o SKU é importante para gerenciar o inventário, fazer contagens de estoque, processar pedidos e tirar relatórios. Por isso, é importante ter certeza de que você tenha uma boa estrutura de SKU antes mesmo de começar o cadastro de produtos na sua loja.

Características do SKU

O SKU precisa ser um código único que diferencie um produto de outro. Se dois produtos têm o mesmo SKU, entende-se que eles são idênticos e podem ser trocados sem problemas.

Imaginemos uma loja que venda dois tipos de cintos, um cinto preto e um cinto marrom. Nesse caso temos dois SKUs

CintoPretoMarrom
Tamanho únicoCINTO-U-PRETOCINTO-U-MARROM

Se essa loja decidir vender também meias pretas e brancas, temos que notar que um mesmo modelo pode ter diferentes tamanhos. Se for P, M e G, significa que teremos, na verdade, 6 SKUs diferentes.

MeiasPretasBRANCAS
PMEIA-P-PRETOMEIA-P-BRANCO
MMEIA-M-PRETOMEIA-M-BRANCO
GMEIA-G-PRETOMEIA-G-BRANCO

Então mesmo vendendo só dois produtos (meias e cintos), essa loja tem 8 SKUs diferentes. Um produto com SKU MEIA-M-BRANCO com certeza é idêntico a outro produto com o mesmo SKU, mas diferente de outros. Uma compra com 10 itens de um mesmo SKU significa que o cliente comprou 10 itens iguais entre si. Já uma compra com 10 itens de SKUs diferentes significa que o cliente comprou 10 itens completamente diferentes.

Outra característica importante, é a recomendação de que o SKU siga uma mesma lógica para todos os seus produtos. Se no final dos SKUs dos cintos eu uso a cor para diferencia-los (CINTO-U-PRETO), o ideal é que o final dos SKUs das meias também tenha cores (MEIA-M-PRETO). Organizando desse jeito, você evita que produtos que venham de diferentes fornecedores sejam confundidos entre si, fica mais fácil montar novos SKUs quando precisar e também é mais fácil identificar um produto.

Elaborando as regras para o seu SKU

Não existe uma regra universal para a criação do código de SKU. Algumas empresas, por exemplo, usam a localização física do produto no estoque como parte do SKU. Se o item estiver no armazém principal tem um código, se ele está em um entreposto, tem outro código. Dessa forma é fácil diferenciar qual produto chega mais rápido para um determinado endereço.

Mas a minha recomendação para quem está começando sua loja, é pensar em uma regra que seja fácil de identificar visualmente e fácil de criar. Vamos analisar o exemplo.

Imagine uma loja de celulares que vende os seguintes produtos:

  • iPhones 13 Pro e 13 Pro Max, em verde, prateado, dourado, grafite, azul e nas versões 128gb, 256gb, 512gb e 1tb, da Apple.
  • Galaxy S22 Ultra, em verde, preto, branco, vinho e nas versões 256gb e 512gb, da Samsung.

Nesse caso, todos os produtos têm coisas em comum e coisas que são diferentes. A gente pode elencar os atributos que farão parte do SKU como:

  • Fabricante (Apple e Samsung)
  • Modelo (iPhone 13 Pro, iPhone 13 Pro Max e Galaxy S22 Ultra)
  • Cor (verde, preto, branco, vinho, prateado, dourado, grafite e azul)
  • Armazenamento (128gb, 256gb, 512gb e 1tb)

Uma vez definidos os atributos, podemos atribuir um código para cada um deles.

  • Apple: APPL-
  • Samsung: SAMS-
  • iPhone 13 Pro: IPHO13PR-
  • iPhone 13 Pro Max: IPHO13PM-
  • Galaxy S22 Ultra: GALAS22U-
  • Verde: C003-
  • Preto: C001-
  • 128gb: 128
  • e por aí vai…

Depois que os códigos estão definidos, é só montar os SKUs!

  • APPL-IPHO13PR-C003-128
  • APPL-IPHO13PR-C005-512
  • APPL-IPHO13PM-C004-256
  • SAMS-GALAS22U-C001-256
  • SAMS-GALAS22U-C002-512
  • e por aí vai…

A vantagem desse formato, é que é fácil incluir novos produtos. Se a Apple lançar um novo iPhone, basta criar um novo modelo. Se surgir uma nova cor, é só incluir esse atributo.

Dicas e boas práticas

Dica 1: eu gosto de incluir um traço (-) entre os elementos do SKU. Isso pode ajudar bastante na hora de criar relatórios usando o Excel. Basta uma lista de vendas por SKU e algumas fórmulas e você consegue saber qual é a cor preferida de seus clientes, por exemplo. Sem o traço, montar as fórmulas pode ser bem mais trabalhoso.

Dica 2: é recomendável manter os SKUs curtos. Nos exemplos acima eu tentei deixar os códigos mais fáceis de ler para facilitar o entendimento, mas, se possível, tente reduzir ao máximo.

Dica 3: se possível, tente manter sempre o mesmo tamanho de SKUs. Por exemplo, sempre 10 caracteres. Para isso, talvez você queira trocar nomes por códigos. Eu troquei verde por C003, por exemplo.

Dica 4: pense na escala. Um bom sistema de SKUs permite que você adicione novos produtos sem se preocupar. Nas cores, por exemplo, eu chamei o verde de C003. Isso significa que eu posso incluir 999 cores no meu sistema (C001- até C999-). É bastante espaço para crescer.

Dica 5: é importante que sua equipe consiga olhar para o SKU e identificar o produto. Isso agiliza em muito o processamento de pedidos. Por isso, crie as regras com clareza e compartilhe com o time.

Importante! Aqui eu só estou mostrando uma forma de montar os SKUs que foi elaborada com base na experiência de pequenos lojistas. Se sua empresa já têm uma estrutura definida que funciona, não tem problema, desde que cada SKU seja único.

SKU e outros códigos

É comum que empresas já tenham outros códigos para seus produtos. Então vamos entender a diferença entre eles.

SKU x Referência

Na indústria têxtil, é muito comum que as marcas organizem sua coleção de moda em referências. Simplificando, a referência normalmente ignora as variações do produto. Uma camiseta de referência XY005, por exemplo, pode ser vendida em preto e branco nos tamanhos P, M, G. Então uma mesma referência comporta 6 SKUs!

Nesse caso, você pode usar a referência como uma parte do SKU, mas são necessários dois códigos diferentes.

SKU x Código de Barras

O código de barras também é conhecido como EAN-13, GTIN-13 ou ISBN no caso de livros. É um código alfanumérico que é visualmente impresso em forma de barras grossas e finas na embalagem de produtos para que seja facilmente escaneado por máquinas.

Esse código é definido pelo fabricante do produto, é único (não existem dois produtos com o mesmo GTIN-13, por exemplo) e também não costuma seguir uma lógica.

Dito isso, o SKU é complementar e diferente do código de barras.

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